Por que fazer Seguro Fiança?

Seguro Fiança: O que é, por que usar, dados reais e o que observar

Alugar um imóvel envolve confiança — do locador quanto do locatário. O seguro fiança locatícia surge como uma garantia moderna que tem ganhado cada vez mais espaço no mercado brasileiro. A seguir, você confere o que ele oferece, estatísticas recentes, vantagens, exemplos práticos e os cuidados que quem vai contratar deve ter.


O que é seguro fiança locatícia?

O seguro fiança é uma modalidade de garantia locatícia em que o inquilino contrata uma seguradora para garantir ao proprietário que ele vai receber os aluguéis, encargos (como condomínio, IPTU), despesas de reparos estipuladas no contrato etc., mesmo que o locatário não pague ou cause danos. A seguradora cobre esses riscos, mediante contratação e pagamento do prêmio do seguro.

Diferente de fiador ou caução, ele evita que terceiros precisem se responsabilizar ou que o locatário precise reservar grandes valores em dinheiro como caução.


 

 

Dados reais recentes: mercado brasileiro

Aqui vão alguns números que mostram o crescimento do seguro fiança e sua relevância hoje:

  • Nos primeiros 9 meses de 2024, os seguros de fiança locatícia acumularam R$ 1,29 bilhão em prêmios emitidos, refletindo um crescimento de 25,5% em comparação ao mesmo período de 2023.
  • De janeiro a agosto de 2024, o produto arrecadou R$ 1,147 bilhão, o que representa alta de 25,7% em relação ao período correspondente de 2023.
  • Em 2025, até maio, a acumulado de prêmios do seguro fiança locatícia já chegava a R$ 795,5 milhões, contra cerca de R$ 700 milhões no mesmo período de 2024 — um salto de quase R$ 100 milhões.
  • Nos últimos 12 meses, o seguro fiança alcançou R$ 1,9 bilhão em prêmios emitidos.
  • Em São Paulo, o Secovi-SP indica que cerca de 14% dos imóveis alugados já utilizam seguro fiança.

Esses dados reforçam que não é tendência passageira — o seguro fiança está se consolidando como garantia preferida em muitos casos.


Vantagens do seguro fiança

Tanto para locador quanto para locatário, há benefícios claros:

Para o locador:

  • Garantia de recebimento do aluguel mesmo em inadimplência, sem depender de fiador.
  • Cobertura de encargos extra-aluguel: IPTU, condomínio, multas, etc., dependendo da apólice.
  • Cobertura de danos ao imóvel, pintura, multas rescisórias, em muitas apólices.
  • Processos judiciais e cobranças via seguradora podem ser mais rápidos ou menos onerosos.

Para o locatário:

  • Dispensa de fiador — isso é uma das maiores reclamações: encontrar um fiador confiável é muitas vezes difícil.
  • Menos desembolso inicial comparado à caução (que pode exigir vários aluguéis adiantados).
  • Contratação mais ágil de locação, menos burocracia.
  • Possibilidade de coberturas adicionais dependendo da apólice (danos, serviços emergenciais, etc.).

Exemplos práticos

  • Exemplo 1: Uma pessoa aluga um apartamento de R$ 2.000 por mês. Se fosse exigido caução de 3 aluguéis, ela precisaria desembolsar R$ 6.000 logo na contratação. Com seguro fiança, pode pagar um valor proporcional ao risco (frequentemente entre 1% e 3% do valor do aluguel mensal), o que sai bem mais em conta no início.
  • Exemplo 2: Um locador que já teve atrasos no pagamento de condomínio e IPTU junto com aluguel. Com seguro fiança, se essas obrigações estiverem cobertas, ele pode acionar a seguradora para cobrir esses encargos, sem precisar esperar decisões judiciais demoradas.
  • Exemplo 3: Em São Paulo, 14% dos imóveis já usam seguro fiança — isso mostra que para grande parte do mercado o produto já deixou de ser novidade e virou algo comum.

Alertas e pontos de atenção

Mesmo com tantas vantagens, quem vai contratar deve ficar atento a alguns cuidados:

1.     Leia o contrato com atenção

Verifique exatamente o que a apólice cobre: aluguel em atraso, condomínio, IPTU, água, luz, danos ao imóvel, pintura, multa por rescisão etc. Algumas apólices cobrem só aluguel + encargos básicos, outras cobrem muito mais.

2.     Custo vs prazo

O seguro fiança é um custo contínuo enquanto houver contrato. Em locações longas, esse custo acumulado pode se tornar expressivo. Provavelmente será maior que caução se o contrato for muito longo e você for locatário.

3.     Renovação e vigência

Verifique se a apólice precisa ser renovada anualmente ou se cobre o período total do contrato. Pergunte também sobre o que acontece se desistir ou desocupar antes do prazo previsto.

4.     A análise de perfil / crédito

A seguradora fará análise de crédito do locatário. Se houver histórico negativo, pode haver recusa ou exigência de garantias adicionais.

5.     Custos extras escondidos

Algumas seguradoras cobram taxas administrativas, franquias, custos judiciais ou encargos quando acionadas. Verifique se há coparticipações ou limitações ao acionar alguns tipos de sinistro.

6.     Comparação com outras garantias

Compare o seguro fiança com outras opções como caução, fiador, título de capitalização, etc., para ver o que é mais vantajoso para sua situação específica. O seguro pode custar mais, mas trazer segurança e comodidade maior.

7.     Legislação e regulamentação

Fique atento às normativas da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) e à Lei do Inquilinato, para entender direitos e obrigações. Incertezas contratuais podem gerar problemas judicialmente.


 

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